Muito antes do gênero lotar estádios, uma cantora gospel já anunciava o Evangelho por meio da música e ajudava a moldar o som que influenciaria gerações de artistas.
Nascida em 1915, no Arkansas (EUA), Sister Rosetta Tharpe cresceu na Church of Gold in Christ, onde a música era parte da adoração. Considerada a "mãe do rock", ela uniu o gospel ao blues, inovou na guiterra elétrica e, em 1938, gravou "Strange Things Happening Every Day", apontada por muitos historiadores como uma das primeiras gravações de rock'n'roll.
Sua influência alcançou alguns dos maiores nomes da música. Little Richard foi descoberto por Rosetta em 1947, enquanto Elvis Presley, Johnny Cash e Chuck Berry reconheceram sua importância em suas trajetórias. Apesar disso, sua contribuição ficou por décadas em segundo plano, em meio ao racismo e ao sexismo da industria musical.
Somente em 2018, 45 anos após sua morte, Sister Rosetta Tharpe foi incluída no Rock and Roll Hall of Fame. Sua história mostra que a trajetória do rock também passou pela igreja e que uma das maiores pioneiras do gênero usou sua música para anunciar Cristo.
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Uma mulher negra nascida em 1915, com uma guiterra elétrica nas mãos.
Imagina o impacto para a época, Rosetta Tharpe, a "mãe do rock", o ritmo que conquistou o mundo nasceu para adorar a Deus e posteriormente virou símbolo de rebeldia, sexo, drogas.
- Magdi Mohamed Hussein - jornalista
